Pavlina
“Já não há mais tempo, Zé, temos que fechar o livro”, dizia-me o Rui Garrido, o diretor de arte da Leya, enquanto olhava para o calendário e fazia cálculos mentais entre os timings de impressão e as datas previstas para o lançamento.
E eu desgastava-lhe a paciência “vais adorar esta foto, vais perceber a minha insistência”. E lá me dizia... “vai haver sempre mais uma fotografia”. E tinha razão. É isso que eu sinto tantas vezes. E foi isso que eu senti quanto fotografei a Pavlina, esta miúda grega ali no Chiado. Senti que, se dependesse de fotografias como esta, jamais o livro estaria fechado”.
Por: José Cabral