Leonor, o quanto estou disposto a fazer por ti
Se gosto de andar com a máquina fotográfica atrás? Gostar não é, seguramente, a expressão mais adequada.
Entre corpo e lente vai quase quilo e meio de tecnologia com a qual – para vos ser completamente franco – dispenso andar carregado. Mas por causa desta preguiça vivo às vezes momentos em que chego a roçar a auto flagelação. Momentos como o de ontem em que, olho para a Leonor e penso, “que anormal que sou”. Mas um tipo que faz o que faço não desiste facilmente quando vê a Leonor. Um tipo que faz o que faço (se lhe resta amor por aquilo que faz) está disposto a potenciar ao máximo a sua capacidade em fazer figura de parvo. Está disposto a encontrar alguém com uma máquina fotográfica, pedi-la emprestada e ter ainda a distinta lata para perguntar “estou a 5 minutos de casa, por acaso não se importa que copie as imagens e lhe traga o cartão de volta?”. E depois sim, dirigir-me aos pais da Leonor e esperar que ela confie tanto em mim quanto o fotógrafo que me emprestou a máquina.
Por: José Cabral