Shunnoz & Tekasala
Às vezes perguntam-me por quanto mais tempo me imagino a fazer isto. Quanto mais tempo me imagino com pachorra para abordar gente aqui e ali.
E sempre digo que haverá um dia em que por isto, aquilo e um monte de motivos mais deixará de ter sentido para mim assinar isto. Não sei quando virá esse dia (nem o vislumbro no horizonte) mas, volta e meia, alguém me lembra porque é que não o sinto aproximar. Foi isso que o Shunnoz e o Tekasala me fizeram sentir na passada sexta-feira. Fizeram-me sentir que, quando temos por objecto toda a humanidade (ou, pelo menos, a pequena amostra que o destino nos oferece), dificilmente arriscamos o fastio. Porque quando saio de mim e me esforço por distanciar de tudo isto dou-me conta do número de idiomas, acentos, localizações geográficas, credos religiosos, ampla diversidade cultural e visual que cada uma destas pessoas me oferece. E quando vamos visitar uns amigos a Alfragide e damos de caras com o Shunnoz e o Tekasala há algo que se torna evidente. Torna-se evidente que tão cedo não me farto disto.
Por: José Cabral