É uma opção de styling que parece tão prática como usar sandálias à chuva. Mas quem somos nós para desdenhar algo que assenta tão bem.
No fim dos anos 50 e em toda a década de 60, a hipérbole do feminino trouxe a delicadeza dos casacos pousados sobre os ombros – com a praticalidade entregue aos cardigan clips –, operando quase como uma capa protetora da figura maternal. Hoje, não sejamos obtusos ao ponto de criticar a funcionalidade, quando esta não implica, claramente, uma limitação ao conforto, mas antes acarreta uma significativa soma de pontos ao resultado final.
Em ângulo reto – ou seja, numa perpendicular que ilustra a perfeição – com a tendência, vem a alfaiataria arrebatadora do casaco Emilia Wickstead, no azul pastel que se recusa a ficar de fora do dress code. A somar, e porque o estilo de Poppy Delenvigne não nos deixa ficar por aqui, o vestido Michael van der Ham brinca com laivos de néon e sobrecarga do metal que dá nome à medalha mais valiosa, não permitindo que o resultado final seja algo menos que certo.
Assim, ergue-se um triângulo amoroso – daqueles em que os ângulos agudos se equilibram em amplitude: o look, como se usa o look, e quem usa o look.
Por ser Poppy, ou uma sinceramente genial jogada de styling, a verdade é que o casaco sobre os ombros fica sempre bem. Seja qual for o ângulo.
Por: Irina Chitas