Love is in the hair
Branco, imaculado e a abraçar um dos bairros de excelência de Lisboa - o Príncipe Real -, o Facto Lab de Santa Apolónia reinventou-se com o nome de Facto Royale.
A antiga morada abraçava o Tejo, ao lado da Bica do Sapato e do Lux, e era, sem qualquer dúvida, um dos espaços dedicados à cidade solta nos cabelos com uma das melhores vistas do mundo. O nome era soberbo e a localização também, mas confesso, como garota anti-condomínio fechado, é quando a cidade se mistura que me sinto mais lisboeta. A minha perceção de cidade não se fecha em guetos privilegiados - e, sim, adorava o Lab-, mas é no ecletismo das gentes e dos rostos que se cruzam no dia-a-dia de uma capital que, acredito, está a beleza mais privilegiada da minha cidade.
Assim se recriou um dos cabeleireiros que contribuía para marca Lisboa, pela leveza do espaço e pela qualidade dos produtos a que se associam, como é o caso da Redken que, com meia década de existência, tem uma energia urbana centrada na ciência. Lisboa, de científica, não tem muito e ainda bem. Mas num ano em que só quem tiver energia de esticar os braços continuará agarrado à árvore frondosa que pode ser nossa Lisboa, afinal a ciência tem alguma coisa a fazer pelos projetos de Lisboa.
E subscrevo a fórmula de um excel imprescindível à sobrevivência das boas ideias, agarradas sempre à criatividade que, neste Facto, nunca foi desafio. O veludo dos sorrisos da equipa continuam os mesmos e a alegria de se misturarem com os viajantes que circulam na rua também. Já sabem que considero o Príncipe Real o melhor bairro para morar, com direito a tudo e mais alguma coisa que o habitante desta cidade precisa para viver o seu dia-a-dia, sem poluir o mundo. A pé ou de bicicleta desde que se acorda até que se adormece, tudo é possível no bairro real.
As mãos brancas que saem das paredes e o ambiente descontraído e inundado de sorrisos genuínos que constituem esta equipa lembraram-me de imediato os filmes de Tim Burton. Pela montra que espelha na mesa do pequeno lounge as árvores douradas do Príncipe Real, passam tantas pessoas que, no seu rasto, acrescentam o movimento da cidade.
Eduardo’s ou Kim’s, candidatos a entregar os seus cabelos à arte de quem os sabe cortar como ninguém, a nova mansão de sombra não tem nada. Apenas muita luz, clarividência e criatividade de quem tem ciência suficiente para se reinventar, mantendo o mais importante das cidades: as pessoas. As pessoas que construíram este Facto, hoje Royale, e que, sem qualquer vontade de desaparecer do mapa ou se esconder de uma população acorrentada ao medo da crise, nos mostra que está mais vivo do que nunca.
abra mais portas em www.lisboanapontadosdedos.blogspot.com.
Facto Royale
Rua da Escola Politécnica, 53/55 Lisboa
Tel. 210 997 701
No Facebook, aqui.
Por: Sancha Trindade
Facto cabeleireiro gostaria de deixar publico a não autorização do uso da marca por outras empresas, nomeadamente Facto Royale e Facto Fetish. Estes espaços são propriedade de Icaro Leddy Gouveia através de Hairy Stuff Unipessoal Lda, nomes totalmente desconhecidos para a empresa detentora da marca. Desta forma, foi instaurada uma Providência Cautelar, a titulo de parar este uso abusivo e avaliar as suas consequências e danos causados. Qualquer duvida, quer por parte dos órgãos de comunicação social, fornecedores, e clientes em geral pode ser esclarecida directamente para o gabinete de advogados especializados em propriedade intelectual que estão a defender o caso. Obrigado FACTO BA
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